SENTIDOS ATRIBUÍDOS À PRÁTICA DOCENTE EM TEMPOS DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA POR UMA PEDAGOGA CEGA

Daniela Leal

Resumo


Com a chegada das políticas de inclusão no ano de 1994, representadas principalmente pela Declaração de Salamanca, as discussões sobre a educação das pessoas com algum tipo de deficiência nos espaços regulares de ensino geraram inúmeras polêmicas, permitiram grandes embates e levaram à extensas reflexões, tanto por parte de órgãos governamentais quanto por parte de pais e/ou grupos de professores que atendiam a este público-alvo. Pensando nessas relações conflituosas que se estabeleceram, principalmente na constituição do ser professor em tempos de inclusão, objetiva-se neste artigo apresentar os sentidos atribuídos à prática docente por uma pedagoga cega e suas impressões sobre o que é ser professor e o que é fazer inclusão. Pela natureza do tema a ser pesquisado, optou-se pela abordagem qualitativa, por ser uma modalidade de pesquisa que leva em conta todos os componentes de uma situação em suas interações e influências recíprocas. Assim como, optou-se pela história de vida por ser um dos métodos mais eficazes para se conhecer a realidade do sujeito que vivencia ou vivenciou a situação que se quer pesquisar. Ao revelar os sentidos atribuídos à prática docente, Dália afirma que não entende por que tanta polêmica sobre o assunto, se mesmo sem formação ou recurso adequado ela vivenciou, através de alguns professores, esse processo, e hoje, com tantos recursos, tecnologia e formação, os professores apenas segregam uma vez mais, ao aceitar tão somente a presença da criança e não fazer nada por ela.


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Programa de Pós Graduação em Educação - CUML | ISSN: 2238-4979 | Qualis: B2

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