A (DES)CONSTRUÇÃO DO PRECONCEITO LINGUÍSTICO NO ENSINO SUPERIOR

Alexandre da Silva de Paula, Ludmila Fernanda Domingues Pereira, Raquel Martins Sartori

Resumo


Na sociedade brasileira, há várias formas de preconceito, tais como o social, geográfico, etário ou sexual. O preconceito linguístico é uma síntese de um fenômeno social complexo. Em função de sua ocorrência nas instituições de ensino superior, muitos discentes são rotulados como incapazes, inclusive nas universidades. Uma vez que a educação acadêmica consiste num espaço institucionalizado para a formação de sujeitos críticos, é de se impugnar diante de tal realidade. O artigo questiona a aceitação implícita do preconceito no âmbito educacional, em especial no ensino superior. O resultado desta análise aponta para o fato de que o ensino universitário reproduz rígidas fronteiras entre variantes linguísticas, de tal forma que o potencial dos alunos, às vezes, não é reconhecido. Neste sentido, é prudente salientar a função social e política do professor na mediação do preconceito linguístico. Partindo de uma abordagem sociocultural da aprendizagem, o professor pode considerar as singularidades na comunicação e, assim, fomentar a aquisição e o uso adequado da linguagem no meio acadêmico.


Palavras-chave


Preconceito linguístico; ensino superior; tolerância; variantes discursivas.

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Programa de Pós Graduação em Educação - CUML | ISSN: 2238-4979 | Qualis: B2

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